terça-feira, 26 de abril de 2016

Estudo de Caso: Ciclovia Tim Maia na Niemeyer no Rio de Janeiro/RJ



Estudo de Caso da queda de um trecho da Ciclovia Tim Maia na Niemeyer no Rio de Janeiro/RJ. Algumas Considerações e esboços ilustrativos feitos pelo Eng. J.R. Lacerda em 23.04.16. 

A solução do problema é bem mais complexa do que a simples fixação e recálculo do tabuleiro da ciclovia, considerando o empuxo de baixo para cima das ondas, nos casos extremos.


O costão naquele ponto tem uma rampa subindo do mar. As ondas vêm na horizontal, batem e sobem a rampa. Ao recuar, criam um vale para a próxima onda, que agora “quebra” sobre a rampa e por ela é dirigida a subir!

Com ondas extraordinárias, como infelizmente aconteceu, a massa d´água subiu além da ciclovia, uns 3m ou mais, a uma velocidade aparente de uns 3m/s (~ 10 km/h ), suficiente para erguer fora da ciclovia um corpo humano com peso reduzido por estar dentro da massa d´água. 

Essa mesma massa volta a cair e chega à ciclovia com praticamente a mesma velocidade que tinha quando subiu e a ultrapassou, varrendo da ciclovia o que estiver em cima, como acontece com os tripulantes no convés de um barco em alto mar atingidos por uma onda, se não estiverem bem amarrados. 


O pobre ciclista está longe de estar bem amarrado e seguro, agarrado à direção da bicicleta!





Todos se concentram agora na “caça às bruxas”, se o cálculo do tabuleiro da ciclovia previu esse esforço distribuído de baixo para cima, se devia ter uma ou duas vigas, se estavam devidamente ancoradas nos pilares, quem é o culpado, etc.  

Mas o problema persiste: AS ONDAS EM MARÉ ALTA PODEM SUBIR E ENCOBRIR A CICLOVIA.

Deveremos pensar em uma , outra ou todas possíveis soluções para o problema:

• Desviar as ondas; 
• Absorver parte da energia do impacto; 
• Proteger os passantes (pedestres e ciclistas) naquele trecho fatídico, para que, se atingidos, não sejam varridos da ciclovia para o abismo. 

As duas primeiras soluções seriam mais bem avaliadas e projetadas por um Engenheiro Naval competente, habituado com os problemas de portos. A terceira proposta seria um “túnel” de malha de aço, como aquelas construídas em passarelas sobre rodovias ou ferrovias. Os ciclistas, com pouca visão para baixo, não teriam tempo de se adiantar ou retroceder do ponto em questão, sem poderem prever a chegada da onda. 

Depois da primeira onda, o piso molhado seria um alerta, mas a primeira poderia ser fatal, como aconteceu. Esse tipo de solução é muito empregado - com túneis de paredes sólidas e não de malha, logicamente - nas rodovias,como proteção de 
avalanches de neve.




Há que se considerar também o efeito de fadiga dos materiais em longo prazo, com os esforços periódicos e sucessivos de flexionamentos da passarela, para cima (empuxo) e para baixo (peso próprio mais recuo da onda).

Vamos torcer para que o bom senso supere a burocracia na solução definitiva do problema.

Veja também:


Uma excelente matéria para quem precisa aumentar o seu Desempenho em Gerenciamento de Projeto (PMP do PMI):








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